Como se preparar para fazer um bom Planejamento Financeiro

maio 21, 2020 ProPartners No comments exist

O planejamento financeiro é uma atividade de extrema importância para todas as empresas. Com ele você consegue ter maior controle de seus custos de produção, suas despesas gerais, previsões de faturamento, inadimplência, entre outras informações. Mas você sabe o que fazer antes de começar o planejamento financeiro?

Neste artigo você entenderá:

Muito é dito sobre a importância de um Planejamento Financeiro bem executado e de fato é extremamente importante. Porém, normalmente se esquece quais os pré-requisitos para se realizar um bom planejamento.

Assim, o preparo para o planejamento financeiro consiste na identificação de aspectos positivos e negativos do passado, presente e futuro da empresa. Estes pontos podem ser divididos em internos e externos, a depender de sua natureza em relação à empresa.

Como fazer uma análise interna

A análise interna consiste na elaboração de um panorama histórico a partir de dados da empresa. Podem ser deduzidas as informações de lucratividade, sazonalidade de vendas, principais despesas, entre outras. Além disso, podem ser utilizadas informações não financeiras como número de colaboradores, capacidade de produção, quantidade de produtos/serviços ofertados, entre outras. Nós selecionamos os principais indicadores para se acompanhar alguns desses aspectos:

Lucratividade

Margem líquida (ou apenas ML) é a porcentagem de lucro líquido obtido pela empresa em relação ao faturamento. Os gastos totais representam de fato TODOS os gastos da empresa, desde matéria prima para a produção até canetas para o escritório. Ela é calculada pela equação a seguir.

ML = [faturamento – (gastos totais)] / faturamento

A margem líquida pode ser calculada em relação à cada produto/serviço também, porém esta prática demanda outras técnicas de gestão de custos mais sofisticadas para definir qual a porcentagem de custos fixos e despesas fixas é referente à determinado produto/serviço. Em posse deste indicador, sua decisão pode ser guiada pelo período, produto ou grupos de produtos mais lucrativos.

Principais Despesas

O Princípio de Pareto, formulado pelo economista Vilfredo Pareto, defende a ideia de que 80% das consequências advém de 20% das causas (por exemplo, é comum identificar que 20% dos produtos representam 80% das vendas). O mesmo pode ser aplicado para finanças, mais especificamente para controle de custos.

O passo a ser dado é encontrar quais são os 20% das contas (grupos de gastos com características semelhantes) que representam 80% dos gastos realizados na empresa. Desta forma é possível concentrar os esforços em reduzir estes gastos para obter melhores resultados.

Como fazer uma análise externa

A análise externa por sua vez, permite identificar oportunidades a serem exploradas e riscos a serem mitigados ou prevenidos. Para esta análise serão necessárias informações de posicionamento de marca, relacionamento com clientes e fornecedores, conjuntura política e econômica, entre outros. Dados em relação à estas informações podem ser encontrados em sites governamentais, institutos de pesquisa, por meio de uma análise própria ou com a contratação de consultoria.

Algumas das metodologias que podem auxiliar a identificação destes riscos e oportunidades são as 5 Forças de Porter e os Fatores PESTEL.

5 Forças de Porter

Esta metodologia, desenvolvida pelo professor da Harvard Business School, Michael Porter, em 1979, busca avaliar a competitividade da empresa em relação a 5 aspectos:

  • Poder de negociação com fornecedores
  • Ameaça de entrada de novos concorrentes
  • Poder de negociação dos clientes
  • Ameaça de produtos substitutos
  • Rivalidade entre os concorrentes

Matriz PESTEL

Esta matriz auxilia a identificação de fatores externos que impactam a empresa. A palavra “PESTEL” é a sigla em inglês para os seis fatores analisados:

  • Political (Política)
  • Economic (Economia)
  • Social-Cultural (Sociocultural)
  • Technological (Tecnologia)
  • Environmental (Ambiental)
  • Legal (Legal)

A análise externa auxilia não só a identificar quais oportunidades são possíveis de serem abordadas, como também quais ações que seriam executadas mas não trariam os resultados esperados devido ao cenário externo.

Quais precauções tomar

Estas duas análises não estão estritamente separadas. É possível utilizá-las em conjunto para verificar pontos fortes e fracos internos e oportunidades e riscos externos por meio da análise SWOT. E com essas informações em mão, o Planejamento Financeiro será executado com excelência.

Uma análise externa completa pode necessitar muito tempo para sua execução e mudanças nos cenários analisados tornariam inúteis as análises já realizadas. Uma alternativa para este problema é priorizar aspectos que impactam diretamente os resultados da sua empresa como concorrência, fornecedores e, em alguns casos, legislações específicas.

Se tiver dificuldade para coletar os dados necessários, calcular os indicadores, realizar estas análises ou elaborar o próprio Planejamento Financeiro, peça ajuda à consultores externos. Estes profissionais têm familiaridade com estes conceitos e podem apoiar a aplicação deles considerando a realidade do seu negócio.

Gostou desse tema? Gostaria de aplicar no seu negócio? Entre em contato conosco que podemos te ajudar.

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